A Daterra Coffee é uma fazenda produtora e exportadora de cafés especiais. Nasceu de um sonho de reinventar a cafeicultura com qualidade, e atualmente é reconhecida mundialmente pela sua dedicação à sustentabilidade e qualidade. A empresa é uma das pioneiras na cafeicultura sustentável, e coleciona conquistas que refletem este compromisso, sendo a primeira fazenda de café certificada Rainforest Alliance no Brasil, certificações UTZ Certified, ISO 14001, e vencedora do “Prêmio Fazenda Sustentável 2015” da Revista Globo Rural, e considerada a fazenda mais sustentável do Brasil.
A Daterra investe significativamente em pesquisa e desenvolvimento para aprimorar suas técnicas de cultivo e processamento, garantindo que cada grão de café atenda aos mais altos padrões de qualidade. Nesse sentido, a empresa encontra no Instituto Agronômico (IAC) a parceria ideal para o contínuo processo de inovação dos grãos produzidos em suas fazendas e a implementação de práticas agrícolas cada vez mais sustentáveis. Para falar sobre essa importante parceria entre Daterra e IAC, conversamos com a MSc. Diulie Moreira, Especialista em Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado da Daterra.
1) A Daterra é parceira do Instituto agronômico há muitos anos e mais recentemente fortaleceu esse laço ainda mais como participante do projeto para desenvolvimento de novas tecnologias que solucionem os principais problemas na cultura da cana, citros e café o CCD-CROP-IAC. Poderia nos contar um pouco sobre a parceria da Daterra com o CCD-CROP-IAC?
A Daterra se orgulha da parceria com o IAC nesta e em inúmeras outras pesquisas. Para a Daterra o melhoramento genético vegetal é uma das atividades mais relevantes da pesquisa nacional cafeeira. Neste sentido, temos buscado incentivar pesquisas e apoiar instituições que buscam o desenvolvimento de uma cafeicultura inovadora e sustentável. A escolha do teor da cafeína como tema principal desta pesquisa representa para nós uma grande oportunidade para o desenvolvimento de uma cultivar de café tipo arábica sem ou com teores reduzidos do composto. Principalmente em um cenário de intensa expansão da demanda por estes cafés, seja devido aos efeitos colaterais adversos da cafeína ou por opção do mercado.
Nesta proposta de edição genômica são utilizados cultivares comerciais com o objetivo de obter plantas com grãos desprovidos de cafeína, desta forma partimos de uma cultivar comercial, produtiva, vigorosa, resistente a agentes bióticos, que já reúne atributos agronômicos e industriais desejáveis. Isso irá reduzir o tempo de desenvolvimento da nova cultivar e facilitará o acesso ao mercado.
2) Com relação à pesquisa, como funciona essa interação entre IAC e Daterra? quais os principais campos experimentais e projetos em andamento?
As pesquisas geralmente são pensadas em conjunto, a partir de uma demanda definida. Nossa equipe de pesquisa, junto aos pesquisadores do IAC elaboram estratégias, definem metodologias, implantam experimentos, acompanham e discutem os resultados em conjunto. Atualmente temos diversas pesquisas sendo desenvolvidas no âmbito do melhoramento genético e seleção de plantas. Recentemente iniciamos uma parceria com o IAC visando identificar porta-enxertos de C. canephora que influenciem positivamente o potencial produtivo e de resistência de cultivares produtoras de cafés diferenciados. O experimento foi implantado em 2022 em dois campos experimentais (Fazenda São João- Franca/SP e Fazenda Boa Vista- Patrocínio/MG), utilizando sete cultivares copa de C. arabica de excelente qualidade, enxertadas em três porta-enxertos de C. canephora pré-selecionados com base no desenvolvimento vegetativo e compatibilidade. Os resultados esperados para esta pesquisa são identificar porta-enxertos compatíveis com cultivares copas avaliadas e capazes de promover aumento no potencial produtivo delas em regiões distintas de cultivo.
3) Quais são os principais gargalos na cadeia de produção do café e como você enxerga a parceira com o CCD-CROP-IAC no papel de ajudar a superar esses desafios?
As mudanças climáticas, o aumento das temperaturas, as secas mais frequentes e severas, e as mudanças nos padrões de precipitação são atualmente alguns dos principais desafios na produção de cafés no Cerrado Mineiro. Condições extremas do clima podem afetar a qualidade da safra e reduzir a produtividade.
Para nós os desafios relacionados as tais mudanças climáticas exigem resposta tecnológica, como o desenvolvimento de variedades genéticas de plantas adaptadas à essa transição climática. Portanto as iniciativas da CCD-CROP-IAC visando explorar outras tecnologias de melhoramento genético representam uma oportunidade de futuramente, introduzir a metodologia de edição genômica no Programa de Melhoramento de Café e estender esta estratégia para outras características, como resistência a pragas e doenças, tolerância à seca, e até mesmo para modular o perfil químico e sensorial de grãos de café em novos cultivares.
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